Cotiporã, dez de maio de 2008. Um belo dia, paisagens bucólicas e temperaturas abaixo dos dez graus serviram de pano de fundo para a terceira etapa do Campeonato Gaúcho de Rally Regularidade. Com 34 duplas inscritas, o evento movimentou a cidade e arredores, levando milhares de fãs do automobilismo a loucura. Trechos sinuosos compuseram um roteiro complicado que, para a incrível dupla da Unitravel Rally Team, era apenas mais um desafio em sua brilhante trajetória. |

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O dia começa bem para a URT. Já na aferição, os instrumentos marcaram, com muito pouco erro, o trajeto dado pela organização da prova. Além disso, a estréia da Unitravel Support Team, composta de especialistas em mecânica, elétrica, fotografia, churrasco, vinho e cerveja, trouxe muito mais segurança para piloto e navegador, que agora teriam todo o apoio necessário na busca pelo melhor desempenho.
Começa a prova. Com o carro surpreendentemente correspondendo plenamente aos comandos do piloto, os intrépidos integrantes da equipe estavam animados. Em nenhuma outra etapa as coisas haviam dado tão certo. O primeiro PC estava em um trecho complicado, após uma difícil subida, principalmente para carros com a idade do Passat 230. Esse seria apenas o primeiro obstáculo do dia.
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No principal trecho da manhã, um 180º de fácil visualização, assistido de perto por centenas, quem sabe milhares de pessoas, a URT vacilou. Um cone indicava o trajeto a ser seguido. Pelo livro, o correto era contornar o cone e então seguir o roteiro indicado. Mas a URT, despreocupada, na certeza do bom papel que vinha fazendo, errou feio e passou ao lado do cone, levando a loucura os espectadores, que gritavam |
desesperadamente no intuito de alertar seus heróis do equívoco cometido. Os gritos surtiram efeito. A dupla percebeu o engano e, em um sensacional cavalo-de-pau, voltou, para delírio dos fãs, que sabiam que agora tudo estava no seu devido lugar.
Mas, o que estava ruim, ficou pior. A dupla, inexplicavelmente, novamente não contornou o cone, e seguiu para o outro lado, dessa vez não dando à platéia nenhum sinal de percepção do erro cometido (vídeo). Uma tragédia só não se confirmou porque um carro da organização casualmente passou e indicou para a URT o caminho correto a ser seguido. Foi a terceira passagem do Passat 230 pela platéia que, ao perceber que seus ídolos maiores ressuscitaram das cinzas, não se conteve. Alguns, aos prantos, tinham a certeza de que ali estava uma equipe briosa, que não se entregaria à toa. Os gritos motivaram a dupla, que seguiu em um ritmo muito forte visando buscar os preciosos segundos perdidos. Seria a recuperação?
Após dois trechos em alta velocidade, a média já poderia ser restabelecida e a prova voltava ao normal para a URT. Mas a tecnologia, que salta aos olhos no carro da URT, traiu nossos heróis. O velocímetro estragou. E é sempre um pouco complicado calcular média de velocidade sem um instrumento que marca a própria velocidade.
Apesar de todos os esforços durante o intervalo do almoço, não foi possível restabelecer os instrumentos. Era o fim de prova para a URT. Seria impossível fazer todo o percurso da tarde com o velocímetro capenga. Ainda assim, era questão de honra finalizar a prova. E lá foram eles, agora mais preocupados com o churrasco da chegada do que com a realização da prova.
Fim de prova. Churrasco.
Vem a premiação. Todos os integrantes da equipe, mecânicos, piloto, navegador, fotógrafo, aguardavam sem muitas esperanças. Estava claro que não havia sido um bom dia. Começa o anúncio dos resultados. A URT não era a última. Bom. Não era a penúltima. Muito Bom. E as duplas assim seguiram sendo anunciadas, em ordem decrescente, e nada da URT. Foi comovente ver os olhos marejados do Especialista em Eletrônica e Vinho, Thiago, ao ver que não estavam entre os quatro últimos colocados.
O quinto lugar conquistado mostrou a valentia de uma equipe que não desistiu em nenhum momento, mesmo diante das maiores adversidades. Apesar da URT não ter conquistado o pódio, os patrocinadores agradecem. Nenhum outro carro passou tantas e tantas vezes pelo lugar mais visado, fotografado e filmado de todo o trajeto.
Atualizado em: 12/05/2008 - 23:30 |
Como chegar em Cotiporã, no local da largada, segundo o Diretor de Prova:
Entrar em Veranópolis pelo acesso principal (rótula com monumento ao imigrante), segue em frente até o final da rua (termina de frente para a igreja), dobra à direita defronte a igreja, segue até os arcos, passando por baixo do arco (arco norte), dobra à esquerda e logo em seguida à esquerda novamente. Esta rua vai te levar até Cotiporã. Ela segue com calçamento uns 2 km, até uma ponte, e depois é asfaltada até Cotiporã. Anexo um mapa do google.
Pode-se também entrar pela sinaleira, à esquerda cruzando a rodovia, e seguindo sempre pela mesma rua, você vai passar pelo primeiro arco (acro sul), passa pela frente da Igreja, e desce até o arco norte. Daí em diante é o mesmo caminho.
Clique aqui e veja o mapa no Google Earth.
Atualizado em: 06/05/2008 - 19:00 |
Como chegar em Cotiporã, no local da largada, segundo o Diretor de Prova:
Entrar em Veranópolis pelo acesso principal (rótula com monumento ao imigrante), segue em frente até o final da rua (termina de frente para a igreja), dobra à direita defronte a igreja, segue até os arcos, passando por baixo do arco (arco norte), dobra à esquerda e logo em seguida à esquerda novamente. Esta rua vai te levar até Cotiporã. Ela segue com calçamento uns 2 km, até uma ponte, e depois é asfaltada até Cotiporã. Anexo um mapa do google.
Pode-se também entrar pela sinaleira, à esquerda cruzando a rodovia, e seguindo sempre pela mesma rua, você vai passar pelo primeiro arco (acro sul), passa pela frente da Igreja, e desce até o arco norte. Daí em diante é o mesmo caminho.
Clique aqui e veja o mapa no Google Earth.
Atualizado em: 06/05/2008 - 19:00 |