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De novo, não!

Cassiano Ricardo Hess

Caxias do Sul, 11 de Outubro de 2008. Penúltima etapa do Campeonato Gaúcho de Rally Regularidade. Depois de uma sexta-feira linda e ensolarada, o sábado na serra começa com frio e muita chuva, surpreendendo os competidores e a organização da prova. Nos bastidores, a direção da URT estava empolgada, depois do resultado de Erechim. No entanto, o que aconteceria a seguir traria de volta o clima terrível que antecedia os momentos de euforia das últimas semanas.

 

Na sexta-feira, a dupla deixou Taquara com uma despedida digna dos maiores heróis do esporte mundial. O povo estava nas ruas, de bandeirinha nas mãos, ansioso para dar o ultimo adeus para seus ídolos, certo de que eles não fariam feio, e trariam de volta mais um resultado positivo. Em Caxias, os adversários olhavam para o Passat com certo receio, certos de que ali estava a dupla a ser batida. Todavia, nossos heróis não estavam tão entusiasmados assim. Sem nenhuma explicação, uma apreensão tomava conta da equipe, na forma de uma dor de barriga, acompanhada de gases, exigindo tudo do Sistema Periférico de Exaustão do 230, conhecido como ventarolas. Assim como os elefantes antes do Tsunami asiático, eles pareciam prever o que o futuro os reservava.

Começa a prova e, logo no oitavo trecho, o destino mostra toda sua crueldade. O Passat, que tanto orgulho sempre deu para todos os fãs da velocidade, e que fazia um bonito papel no decorrer da temporada, deixou a dupla na mão. Com a chuva que caia o dia todo, e com as leves fissuras existentes na lataria do possante, certamente entrou água onde não devia. E o Passat, apesar de ser TotalFlex (o motor é a gasolina e o piloto é a álcool), ainda não funciona com água. Nessa situação, nossos incrédulos heróis ficam parados por cerca de cinco minutos, tentando recuperar o carro. Com o capô aberto, mas sem entender bulhufas de mecânica, nossos amiguinhos apenas conversam com o Passat, o motivando e procurando restabelecer o seu psicológico, visivelmente abalado. E não é que deu resultado? Na 14ª tentativa de arrancada, tudo normal. Apesar de não apresentar toda sua habitual potência, o Passat estava de volta.

Abusando do motor, e com velocidades próximas a do som...do som de uma Belina, que vinha de Galópolis com um gringo vendendo copa, a saída agora era buscar a recuperação. Mas era tarde demais. O atraso atrapalhou completamente a navegação sempre precisa e serena da equipe, e não foi possível voltar para a corrida em condições de brigar pelas primeiras colocações. Durante o almoço, o navegador ainda tentou, através de cálculos complexos, envolvendo equações diferenciais, integrais e cereais, buscar o tempo exato de largada, mas não obteve sucesso. Restava aos nossos destemidos amiguinhos chegar até o final da prova.

No jantar de premiação, apenas se confirma o fracasso que nossos heróis, mesmo sem saber, pressentiam desde o início da manhã. Último lugar. O pior resultado da brilhante história da escuderia.

Esse desempenho assaz insignificante caiu como um banho de água fria no clima de euforia que contaminava a todos na equipe. Depois do resultado da ultima prova, a URT havia recuperado a confiança dos patrocinadores e acionistas. Em Taquara, um ambiente festivo estava preparado para a chegada da dupla. Os patrocinadores, em conjunto com a prefeitura municipal, haviam cuidado de tudo. O único carro de bombeiros da cidade estava sendo ornamentado desde o início da tarde para um desfile com nossos heróis, inclusive deixando de atender a três incêndios, todos com vítimas fatais. Tudo era festa. A mundialmente conhecida Banda e Orquestra Sinfônica de Taquara, a BOSTA, estava a postos na praça central da cidade, onde executaria o novo hino da URT, cujas singelas estrofes serão divulgadas em breve nessa coluna.

Tudo cancelado. Ao saber do resultado da prova, o prefeito decretou luto oficial de 3 dias, para recuperar o ânimo da cidade. Um quebra-quebra teve de ser controlado pela Brigada Militar, pois os fãs, alguns deles alterados pela bebida, discutiam entre si, uns exigindo a troca do Passat por um carro menos moderno, com menos recursos para estragar, outros querendo a cabeça de integrantes da dupla. Na luta para conter a confusão, um brigadiano foi atingido por um bumbo da BOSTA na cabeça, e teve de ser levado ao hospital, com suspeita de traumatismo craniano. Enfim, era uma multidão frustrada, que perdeu o controle ao ver seus ídolos maiores fracassarem.

O que podemos esperar para os próximos dias? Certamente, as ações da escuderia sofrerão uma desvalorização brusca, ainda não avaliada pelos analistas de mercado. Os organismos financeiros internacionais estão em alerta, pois essa queda poderá acentuar ainda mais a crise da economia mundial, justo agora que as bolsas do mundo todo dão tímidos sinais de recuperação.

Crise na economia, URT em último, a Flora e o Silveirinha em liberdade... Onde esse mundo vai parar?

 

Atualizado em: 20/10/2008 - 19:31

O troféu que veio do frio

Cassiano Ricardo Hess

Erechim, setembro de 2008. A sexta etapa da Campeonato Gaúcho de Rally Regularidade acontece em meio a uma crise na URT. A pressão interna por bons resultados é quase insustentável. Para aumentar ainda mais essa pressão, representantes de dois dos principais patrocinadores da escuderia viajaram milhares de quilômetros para conferir, in-loco, a performance da equipe. Essa presença soava como um "é a última chance", e a conquista de um troféu passava a ser obrigação para nossos heróis.

 

    Sexta-feira – 05/09.

Local marcado para partida: Aeroporto Internacional Salgado Filho. Para ir de avião? Quase isso. Era apenas o ponto de encontro da dupla, para embarcar no Passat 230, rumo a Erechim. Mas foi uma péssima idéia. A presença da URT no aeroporto causou um alvoroço quase incontrolável, proporcional à popularidade da escuderia. Assim que o possante estacionou em frente à porta de entrada, uma chuva de flashes desabou sobre ele. Os fãs, desesperados, abandonavam suas malas e corriam para tirar uma foto com seus ídolos. A segurança local e a polícia não estavam preparadas. Inclusive, soube-se depois pelo rádio, o Salgado Filho ficou fechado para pousos e decolagens durante o tempo que a URT lá esteve. Assim, os passageiros puderam tirar suas fotos e pegar seus autógrafos com calma, evitando maiores transtornos.

Passado o tumulto, os destemidos integrantes da equipe disparam, em direção a Erechim. Aos 12 minutos de viagem, a primeira parada: farol estragado. Não era possível seguir assim, pois a noite já estava caindo, e a chuva não dava trégua. Parecia ser um final de semana complicado para nossos amiguinhos. Mas, mesmo enfrentando problemas técnicos, temperaturas extremas e chuva - tudo isso dentro do Passat -, eles não desanimaram.

Após quase quatro horas em velocidade de cruzeiro, vem a segunda parada, para o jantar. Ao adentrar o restaurante, cuidadosamente escolhido, o maitre, com o dedo no nariz, alerta: "7 reais o buffet. Com carne junto, é 8.". O tal buffet parecia que não era mexido havia alguns dias. Uma folha de alface, inclusive, se movia sozinha, dando a impressão de querer fugir dali. No entanto, os esfomeados viajantes não tinham escolha. Talvez não encontrassem nenhum lugar melhor adiante. O menu, um tanto inusitado: refrigerante quente e comida fria. Após deliciar-se com esse manjar dos deuses, a dupla segue viagem. E a chuva continua.

Finalmente, após 7 horas na estrada, Erechim, hotel, cama, coberta, banho. Estava chegando a hora da prova.

    Sábado – 06/09.

O frio que se apresentou na manhã de sábado castigava os competidores. Na hora da largada, a temperatura era de 3,6ºC. Isso corresponde a -0,6ºP (graus no Passat). No entanto, a adrenalina e o olhar ameaçador dos patrocinadores aqueciam nossos heróis, que estavam prontos para a batalha. Já na vistoria, um susto. Luz de ré queimada. Antes mesmo de o fiscal observar esse detalhe, um chute no pára-choque traseiro resolveu o problema. Tecnologia integrada é tudo, no esporte de alto nível.

Na largada, uma surpresa. A organização da prova ficou, inexplicavelmente, sem livros de bordo. Isso atrasou em cerca de 35 minutos a
saída da categoria Estreante. Contornado o problema, começa a prova. A estrada, embarrada devido às chuvas dos dias anteriores, transformou o 230 em uma lancha. A nave deslizava de um lado para o outro, e, apavorados, nossos heróis faziam de tudo para permanecer na estrada, de preferência, com o Passat junto. Uma vez acostumados com o piso escorregadio, o restante do dia foi perfeito para a URT, sem nenhum erro no trajeto e com os equipamentos funcionando perfeitamente. Era a recompensa para quem, no dia anterior, havia enfrentado aquela viagem tão cansativa e desconfortável.

Na premiação, o gran finale. A URT, pela primeira vez, é chamada a comparecer ao pódio. Era a resposta da dupla a todos aqueles que os pressionavam, diretamente ou através da imprensa. Eufóricos com a conquista do primeiro troféu da história da equipe, os patrocinadores anunciaram a construção do URT Memorial Center, uma sala de troféus de mais de 7m², em região nobre, onde, além de todos os troféus, serão expostos vídeos, fotos, e peças originais do Passat 230, usadas em provas. Também divulgaram o lançamento da franchisingURTMania, loja de artigos licenciados pela escuderia. É o início de um novo momento para a equipe. Chegar ao fim da prova não é mais o único objetivo.

Que venha a primeira vitória!

 

Atualizado em: 10/09/2008 - 21:00

Mistério

Cassiano Ricardo Hess

Um belo dia de inverno, um número recorde de participantes, e alguns eventos misteriosos marcaram a quarta etapa do Campeonato Gaúcho de Rally Regularidade, em Taquara. Correndo em casa, a Unitravel Rally Team estava confiante em um bom resultado, depois de uma série de treinos bem sucedidos, realizados nas últimas semanas.

Um dia de céu azul e sol forte se apresentou para receber as 94 duplas inscritas para o III Rally Universitário de Taquara, quarta etapa do Campeonato Gaúcho de Rally Regularidade. Esse número fantástico de participantes aumentou a população de Taquara em quase 32%, deixando atordoados os comerciantes do local, que, às pressas, tiveram de acionar seus fornecedores, para repor seus estoques. Correndo em casa, a dupla da URT estava empolgada. Os treinos realizados nas ultimas semanas haviam sido de absoluto sucesso. Em todos os quatros treinos, nossos heróis não perderam para ninguém.

A prova começou bem para a URT. Os primeiros quatro trechos foram bastante tranqüilos, sem sobressaltos, até que, no quinto trecho, os instrumentos de bordo, mais uma vez, deixaram - sem trocadilhos - o navegador a ver navios. O velocímetro, que já havia falhado em Cotiporã, quebrou novamente. A regularidade não parece ser o forte do Passat 230. No entanto, esses problemas vêm acontecendo tão frequentemente, que nossos intrépidos integrantes já bolaram planos alternativos de navegação, que usam a posição solar, birutas, e, até mesmo, ampulhetas, para o caso de o relógio acabar a pilha. Com tantos recursos, a URT seguiu normalmente na prova, até que veio o primeiro mistério do dia: o coqueiro migratório.

Em um determinado ponto do trajeto, o livro de bordo indicava que havia um “coqueiro isolado à esquerda". Passando pelo local, a dupla da URT não acha coqueiro nenhum. Além disso, encontra cinco duplas completamente perdidas, em busca da mesma árvore, sem sucesso. Pois, após o fim da prova, descobriu-se que o coqueiro, misteriosamente, se encontrava cerca de um quilometro antes do indicado. Esse fato deve ser objeto de estudo para especialistas em botânica, de preferência, acompanhados do padre Quevedo, só para garantir. A assustadora movimentação do coqueiro, ocorrida entre o dia da montagem do roteiro e o dia da prova, atrapalhou completamente nossos heróis, que não costumam se perder facilmente.

A partir dessa referência não encontrada, a prova foi um completo desastre para a URT. Nada mais fechava com o livro de bordo. Os nativos encontrados pelo caminho não ajudavam. A informação mais próxima de fazer sentido foi “Estão passando por aqui, mas faz tempo.”. Era um velhinho, de óculos escuros, montado em um jegue, que fazia sinal de negativo com a cabeça. Nada bom.

Por quase 30 minutos, nossos amiguinhos procuraram o caminho certo, mas sem resultados. A solução foi voltar ao início do trecho e procurar novamente o coqueiro. E, enfim, lá estava ele. Não era bem um coqueiro, nem estava tão isolado, mas, até que era parecido. A partir daí, o que era rally de regularidade virou rally de velocidade. O Passat 230 mostrou toda a sua potência. Com velocidades muito próximas a do som, a URT voltou para a prova, cerca de cinco trechos depois do maldito coqueiro.

O segundo, e mais inusitado mistério do dia, foi o do cemitério móvel. Durante um neutro, em uma conversa informal, o navegador de uma dupla de Taquara, cuja identidade será mantida em sigilo, jura ter encontrado o cemitério indicado no livro de bordo. Até aí tudo bem. O curioso foi que ele encontrou o cemitério à esquerda, e, segundo o livro, o mesmo deveria estar à direita. Fantástico! Ou essa dupla passou de ré pelo local, ou os moradores resolveram se mudar para o outro lado da rua. Muito estranho.

Passada a confusão, vem o último e mais bacana trecho da prova, que passava por dentro do Autódromo Internacional de Taquara. Tendo de manter uma média de 50Km/h, as duplas completaram uma volta no circuito, que, com as chuvas dos últimos dias, estava bastante escorregadio, proporcionando fortes emoções para os milhares de espectadores presentes. Era o fim da prova.

Com tantos acontecimentos inusitados, o resultado era o que menos importava, pelo menos para a URT. O sétimo lugar conquistado não foi de todo ruim para nossos heróis, depois de tanto tempo andando completamente às cegas. Na próxima semana, a URT pretende refazer o trajeto, e verificar a posição atual do coqueiro. Caso ele seja encontrado, sua localização, com data de referência, será informada em www.unitravel.com.br/rallyteam.

 

Até a próxima prova!!

Atualizado em: 08/07/2008 - 20:00

 

Motores esquentaram o frio da serra

Cassiano Ricardo Hess

Cotiporã, dez de maio de 2008. Um belo dia, paisagens bucólicas e temperaturas abaixo dos dez graus serviram de pano de fundo para a terceira etapa do Campeonato Gaúcho de Rally Regularidade. Com 34 duplas inscritas, o evento movimentou a cidade e arredores, levando milhares de fãs do automobilismo à loucura. Trechos sinuosos compuseram um roteiro complicado que, para a incrível dupla da Unitravel Rally Team, era apenas mais um desafio em sua brilhante trajetória.

O dia começa bem para a URT. Já na aferição, os instrumentos marcaram, com muito pouco erro, o trajeto dado pela organização da prova. Além disso, a estréia da Unitravel Support Team, composta de especialistas em mecânica, elétrica, fotografia, churrasco, vinho e cerveja, trouxe muito mais segurança para piloto e navegador, que agora teriam todo o apoio necessário na busca pelo melhor desempenho.

Começa a prova. Com o carro surpreendentemente correspondendo plenamente aos comandos do piloto, os intrépidos integrantes da equipe estavam animados. Em nenhuma outra etapa as coisas haviam dado tão certo. O primeiro PC estava em um trecho complicado, após uma difícil subida, principalmente para carros com a idade do Passat 230. Esse seria apenas o primeiro obstáculo do dia.

No principal trecho da manhã, um 180º de fácil visualização, assistido de perto por centenas, quem sabe milhares de pessoas, a URT vacilou. Um cone indicava o trajeto a ser seguido. Pelo livro, o correto era contornar o cone e então seguir o roteiro indicado. Mas a URT, despreocupada, na certeza do bom papel que vinha fazendo, errou feio e passou ao lado do cone, levando à loucura os espectadores, que gritavam

desesperadamente no intuito de alertar seus heróis do equívoco cometido. Os gritos surtiram efeito. A dupla percebeu o engano e, em um sensacional cavalo-de-pau, voltou, para delírio dos fãs, que sabiam que agora tudo estava no seu devido lugar.

Mas, o que estava ruim, ficou pior. A dupla, inexplicavelmente, novamente não contornou o cone, e seguiu para o outro lado, dessa vez não dando à platéia nenhum sinal de percepção do erro cometido (vídeo). Uma tragédia só não se confirmou porque um carro da organização casualmente passou e indicou para a URT o caminho correto a ser seguido. Foi a terceira passagem do Passat 230 pela platéia que, ao perceber que seus ídolos maiores ressuscitaram das cinzas, não se conteve. Alguns, aos prantos, tinham a certeza de que ali estava uma equipe briosa, que não se entregaria à toa. Os gritos motivaram a dupla, que seguiu em um ritmo muito forte visando buscar os preciosos segundos perdidos. Seria a recuperação?

Após dois trechos em alta velocidade, a média já poderia ser restabelecida e a prova voltava ao normal para a URT. Mas a tecnologia, que salta aos olhos no Passat 230, traiu nossos heróis. O velocímetro estragou. E é sempre um pouco complicado calcular média de velocidade sem um instrumento que marca a própria velocidade.

Apesar de todos os esforços durante o intervalo do almoço, não foi possível restabelecer os instrumentos. Era o fim de prova para a URT. Seria impossível fazer todo o percurso da tarde com o velocímetro capenga. Ainda assim, era questão de honra finalizar a prova. E lá foram eles, agora mais preocupados com o churrasco da chegada do que com a realização da prova.

Fim de prova. Churrasco.

Vem a premiação. Todos os integrantes da equipe, mecânicos, piloto, navegador, fotógrafo, aguardavam sem muitas esperanças. Estava claro que não havia sido um bom dia. Começa o anúncio dos resultados. A URT não era a última. Bom. Não era a penúltima. Muito Bom. E as duplas assim seguiram sendo anunciadas, em ordem decrescente, e nada da URT. Foi comovente ver os olhos marejados do Especialista em Eletrônica e Vinho, Thiago, ao ver que não estavam entre os quatro últimos colocados.

O quinto lugar conquistado mostrou a valentia de uma equipe que não desistiu em nenhum momento, mesmo diante das maiores adversidades. Apesar da URT não ter conquistado o pódio, os patrocinadores agradecem. Nenhum outro carro passou tantas e tantas vezes pelo lugar mais visado, fotografado e filmado de todo o trajeto.

Atualizado em: 12/05/2008 - 23:30